A Condessa Sangrenta | resenha e vídeo

09:18

Já tinha feito uma resenha sobre esse A Condessa Sangrenta em 2012, mas ao reler o post (eu estou sempre relendo posts antigos), ele não passou pelo "padrão de qualidade" atual. Como há havia feito um vídeo folheando o livro, achei que seria bacana atualizar o post e colocar fotos e textos melhores, além do vídeo.

Erzsébth Báthory, esse é o nome húngaro da mítica (e temida) condessa que espalhou uma onda de terror nas mulheres da sua época.

Báthory tinha um desejo compulsivo por sangue e a ânsia de permanecer jovem e bela pelo máximo de tempo que pudesse.

O livro de Alejandra Pizarnik foi lançado no Brasil pela editora Tordesilhas. Conta a história em torno da lenda de Erzsebeth ou Elizabeth Bathory. O prefácio alerta que muito é especulado mas pouco se pode provar sobre o que é dito sobre ela, já que na época em que ela supostamente existiu não existiam registros, exceto as histórias oralizadas.

fala sobre seu casamento, a relação familiar com Vlad Tepes (o empalador que serviu de inspiração para a criação do personagem Drácula), a feiticeira Darvúlia que a acompanhava nas torturas das jovens em busca da beleza.

Eu achei a composição da história fraca. Diz-se que o livro é uma versão poética, mas não achei. O conteúdo é como uma compilação de histórias que a gente vê em filmes ou sites quando pesquisa o assunto. Vi 3 erros de digitação nas 60 páginas, um logo no primeiro parágrafo e um em que o nome da condessa está escrito errado.

Mas tirando a história, que eu já conhecia, o livro é fantástico. Capa dura, sobrecapa protetora, papel de altíssima qualidade e uma quantidade absurda de ilustrações de Santiago Caruso. Uma mais linda que a outra. Todas em tons de cinza e vermelho-sangue, não tenho palavras pra descrever como é o máximo ter essas ilustrações comigo, na minha estante. As fotos não fazem jus ao talento do Santiago. Além disso, diagramação é bem feita, a tipografia foi escolhida com sucesso também.

 No final do século XVI e início do século XVIIElizabeth (ou 'Erzsebet')

Bathory era filha de George e Anna Bathory, ela nasceu na atual Eslováquia em 1560.

Na Austria ela conheceu Anna Darvulia, uma viúva acusada de assassinar o marido. Elizabeth e Anna se tornaram boas amigas. A mulher tinha fama de praticar bruxaria e de conhecer magia negra, ela prometeu à condessa arranjar uma maneira de preservar sua beleza que com a idade começava a se desgastar. Diz a lenda que Darvulia instruiu a condessa a drenar o sangue de jovens moças e se banhar com ele para assim ganhar vitalidade e juventude. Esses rumores lhe valeram o título de Condessa de Sangue e a suspeita de vampirismo. Também é dito que Elizabeth mordia suas vítimas e bebia seu sangue ainda quente em cálices de cristal.

serviram de inspiração para Bram Stocker escrever seu romance Drácula (outra fonte foi o personagem Vlad Tepes).

Condessa só foi impedida de continuar com seus atos homicidas quando a loucura nublou os limites que marcavam sua própria autossobrevivência e ela começar a matar, além da plebe, jovens filhas de nobres. Mexendo no vespeiro errado, uma investigação foi aberta, que culminou na prisão da mulher e sua condenação, em 1611.


Título: A Condessa Sangrenta
Autora: Alejandra Pizarnik
Ilustrador: Santiago Caruso
Editora: Tordesilhas
Ano: 2011
Páginas: 60

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