Sobre os últimos dias e ataques de pânico

14:35

Sei que desapareci de novo mas realmente os últimos meses tem sido bem complicados pra mim. Alguns dias atrás eu tive mais um ataque de pânico e depois da experiência acabei escrevendo o texto abaixo, que meio que explica o que tenho sentido, e foi uma forma de desabafar. Depois eu volto com posts normais. 


"Minha mente sempre falou alto demais para mim. E desde cedo aprendi que se eu fizesse bastante barulho, podia parar de escutar quando ela começa a aumentar a voz. Desde cedo aprendi que ficar no chuveiro aquieta meus pensamentos, mesmo que por breves momentos. Hoje fiquei no chuveiro por um bom tempo porque pela terceira vez esse ano eu achei que ia morrer.
Fazer faculdade de psicologia tem me ajudado a observar de perto cada coisa que penso ou que acontece comigo. Percebi que estava estressada quando minha testa ficou áspera e começou a descamar. Percebi que estava com depressão de novo quando as semanas começaram a passar e eu não consegui abrir um livro sequer, que me mudei pra um lugar legal mas não tenho tesão nem de colocar meus livros na estante, estão aqui empoeirados no chão. Fiz uma listinha aqui e todos os sintomas conferem, inclusive ocasionais ideações suicidas.
Tenho passado horas fora de casa e arranjado desculpas pra não ficar em casa. E o peso das coisas triviais do dia a dia estava quase insuportável pra mim. Me sinto sozinha o tempo todo, principalmente quando estou rodeada de gente.
E hoje achei mais uma vez que eu ia morrer. Pude sentir o ataque de pânico se aproximando como um animal pronto pra me atacar. Ele me atacou, me feriu, eu quase me entreguei porque tem horas que a minha mente fala alto demais. Mas passou. Depois da pressão baixando, do corpo totalmente paralisado pelo medo e pelo tremor, das contrações no estômago e da vontade enorme de machucar, passou. E aí eu fui pro chuveiro ver se calava minha mente.
A faculdade de psicologia tem me ensinado a antecipar quando essas coisas vão acontecendo comigo, a perceber que é uma armadilha mental, que é meu corpo pedindo pra eu dar um tempo, que tem alguma coisa errada. Mas ela ainda não me explicou o que eu faço pra isso parar.
Viver nesse mundo é ainda mais difícil quando a sua mente é seu pior inimigo." 

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