BOOK TAG: Livros opostos de terror

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A mudança de casa me impediu de fazer tudo o que tinha programado pra esse mês, mas mesmo assim vim responder uma tag pra honrar esse dia maravilhoso chamado Halloween! A tag de hoje se chama Livros Opostos e foi criada pelo Bruno Miranda, do canal Minha Estante, e consiste em dez perguntas em que eu devo escolher dois livros opostos sobre uma determinada característica. Achei que seria bacana responder só com livros de terror, pra mostrar que mesmo dentro de um gênero específico existem diversas situações diferentes. Eu cheguei a fazer um vídeo pra essa tag pro canal no Youtube, mas do meio pro fim eu fui ficando suada e descabelada, acabei desistindo de gravar e fotografei pra postar por aqui. Vamos lá?

1. Primeiro livro da sua coleção vs. último livro comprado
O primeiro livro de terror que comprei foi Histórias Extraordinárias, do Poe. Era uma adolescente sem grana quando passei na frente de um sebo e vi ele lá. Entrei e escondi ele nos fundos do sebo atrás de vários livros, e quando voltei no dia seguinte ele não estava mais lá! hahaha! Acabei procurando ele incansavelmente por meses até encontrar outro. 
O último livro comprado foi Hellraiser do Clive Baker. Curioso que a capa dos dois é super parecida no formato, né? Tem post desse livro aqui no blog


2. Um que você pagou barato vs. um que você pagou caro
O livro mais barato foi 666 - O limiar do inferno de Jay Anson, o mesmo autor do Horror em Amityville. Foi o primeiro livro de terror que eu li na vida e foi por isso que o comprei. Paguei cerca de 3 reais nele. Tem post sobre estes dois livros aqui no blog. 
Já o mais caro foi The Bells, também do Poe. Comprei ele numa viagem que fiz pra SP, no Sebo Flanarte que a linda da Michelle me levou. Ele tem ilustrações de Edmund Dulac e foi lançado por volta da década de 30. Custou barato até, uns 90 reais, mas ainda assim é o mais caro que tenho. 


3. Com protagonista homem vs. com protagonista mulher
Protagonista homem: Psicose, de Robert Block - o protagonista é Norman Bates, personagem inspirado no famoso assassino serial de Wisconsin, Ed Gein. 
Protagonista mulher: O Bebê de Rosemary, Ira Levin - a protagonista é Rosemary Woodhouse, que sofre com os rituais satânicos realizados pelos seus vizinhos. Tem resenha desse livro aqui no blog.


4. Leu bem rápido vs. demorou pra ler
O livro mais rápido que li foi A Condessa Sangrenta, de Alejandra Pizarnick. Conta a história de Elizabeth Báthory de uma forma meio poética. O livro tem ilustrações de um dos meus artistas favoritos, chamado Santiago Caruso. Tem resenha no blog e vídeo no canal. 
Já o livro que mais demorei a ler ainda nem sequer foi concluído. Insônia do Stephen King: tão demorado que já tentei ler 3 vezes e não rolou de terminar.

5. Com capa bonita vs. capa feia
A capa mais bonita é o meu eterno #DarkCrush da Darkside Books, o Maldito, biografia do Zé do Caixão: preto com dourado é amor demais. Tem vídeo no canal mostrando todos os detalhes desse livro. 
A capa mais feia é a de Koko, do Peter Straub: a capa é tão feia que comprei o livro num sebo por R$ 7,90. 

6. Um livro brasileiro vs. um livro internacional
O único nacional que tenho (e me envergonho por dizer isso) é Ficção de Polpa da Não Editora. O internacional é Nas Montanhas da Loucura, do H.P. Lovecraft. Tenho várias dessas edições da Hedra, acho o trabalho gráfico muito bonito! 


7. Um livro mais fino vs. um livro mais grosso
O mais fino que tenho é Assassinatos na Rua Morgue e A Carta Roubada, do Poe – ele é menor e mais fino que a coleção 62 páginas da L&PM Pocket. Já o mais grosso é The Complete Tales and Poems também do Poe. Essa edição da Barns and Noble já está até com a capa meio desgastada. Tem umas mil páginas de papel bíblia. Fico imaginando o tamanho que teria se por acaso o papel fosse pólen. 

8. Um livro de ficção vs. livro de não ficção
A ficção que escolhi é O Exorcista, de William Peter Blatty. Tem também Exorcista em não ficção com O Exorcista, do Romance ao Filme. Ele conta a história desde o livro até o lançamento do filme, que foi cercado de incidentes (você sabia que 8 pessoas da produção morreram de forma inexplicada?)

9. Um livro meloso vs. livro de ação
A história de terror mais melosa sem dúvidas é Tubarão, de Peter Benchley. Diferente do filme, o livro tem um romance água com açúcar desnecessário. Falei bastante desse livro aqui no blog. 
O livro que considero de ação é Drácula, de Bram Stoker. A cena que o Jonathan Harker descobre que é um refém no castelo é muito TENSA! Fiquei sem dormir, me tremia toda. Já disse algumas vezes por aí que pra mim Drácula é o livro mais assustador que existe. 

10. Um livro que te deixou triste vs. livro que te deixou feliz
Frankenstein de Mary Shelley me deixou DESOLADA. É um livro que fala sobre solidão, sobre estar verdadeiramente sozinho e não ter ninguém compatível com você. Alguns trechos, como quando a criatura descobre que fogo queima, ou vê uma família feliz e descobre que está sozinho... chorei várias vezes. 
Difícil é ter um livro de terror que deixe alguém feliz né? hahaha! Mas o 101 horror movies to see before you die é um guia ótimo de filmes de terror, mostra desde Nosferatu 1922 até A Bruxa de Blair. 

Espero que tenham gostado da tag! Comenta aqui se conhece algum desses títulos! 

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