Sobre o Overload Music Fest 2016, conversar com Vincent Cavanagh e não chorar no show do Katatonia

14:31

Em fevereiro, quando postei aqui mesmo no blog que já faziam 5 anos da primeira e única visita do Katatonia ao Brasil, algo em mim já dizia que eles voltariam em breve. Poucos meses depois, a confirmação: eles seriam headline do Overload Music Fest, festival que contaria também com Vincent Cavanagh (Anathema) em show acústico, os brasileiros de Labirinto e também Alcest tocando na íntegra seu álbum mais querido, Écailles de Lune.


Só de pensar em ver o Katatonia de novo depois de todos esses anos e todos os sentimentos associados a eles já me deixava extremamente ansiosa, mas no fim das contas a coisa toda se desenrolou de uma forma muito mais tranquila e positiva, me proporcionando momentos que jamais vou esquecer.

Foi minha primeira experiência em um Overload, então participei ativamente do grupo do festival no Facebook para entender bem como a coisa toda funcionava. Outra coisa que fiz questão foi de comprar o ingresso de camarote, pois o local onde o show se deu, Carioca Club, em São Paulo, não funciona muito bem com minha (falta de) altura, algo que já havia confirmado em 2012 no Paradise Lost e em 2015 no Opeth, que foram no mesmo local.


Dessa vez viajei sozinha, mas acabei felizmente encontrando alguns dias antes algumas pessoas que muito estimo e que vinha trocando ideia pela internet há algum tempo. Eu sempre faço questão de conhecer as pessoas de meu "círculo de amizades online" pessoalmente, nem sempre dá certo - houveram muitos desencontros desta vez, mas as pessoas que encontrei (vocês sabem quem são) fizeram tudo aquilo ser ainda mais especial.



Uma das coisas que mais me impressionou no Overload foi a pontualidade. Todos os shows começaram exatamente na hora prevista, nada de atrasos. No fim das contas, acabei assistindo quase todo o festival na pista, e só fui para o camarote na hora do Katatonia. Como chegamos cedo pudemos assistir o primeiro show, do Vincent, praticamente da grade, e foi lindo demais, embora mais curto do que eu gostaria que fosse. Mal sabia eu que algumas horas mais tarde daria de cara com ele e diria tudo aquilo pessoalmente, e que ele seria muito mais simpático e querido do que eu jamais imaginei. Trocou ideia, perguntou se estava gostando do show do Alcest, disse que queria voltar a São Paulo em breve, me abraçou e tirou foto numa boa. Relevem a minha cara de tiete, por favor!


Os shows de Labirinto e Alcest foram duas gratas surpresas pra mim. A qualidade do som estava muito boa e a performance de ambas as bandas foi sensacional. Durante o Labirinto eu fiz uma pausa pra comer e podia sentir o som reverberando na parede, e a cada música ficava mais empolgada com o show. Já o Alcest foi uma experiência quase espiritual, eu jamais imaginei que fosse sentir tanta coisa, e pensar tão pouco, apenas me conectando com aquela música magnífica que eles fizeram. Além do Écalles eles escolheram várias outras músicas para compor o setlist, que quase mataram os fãs de felicidade. Foi um show lindo.



E para encerrar a noite, a banda que obviamente me tirou de casa (e sempre tirará). Katatonia tocou ao todo 23 músicas, o que foi um belo presente depois desses 5 anos de ausência. Apesar da turnê ser de divulgação do álbum The Fall of Hearts, eles fizeram um mix com músicas dos álbuns Last Fair Deal Gone Down, Dead End Kings, Viva Emptiness e The Great Cold Distance. Me senti tão feliz, tão extasiada, não apenas pelo set ser grande, mas porque eles pareciam bem felizes de estar ali. Pensei durante todo esse tempo que vê-los novamente me traria sentimentos do passado, que eu me emocionaria por coisas do passado, mas não, eu estava ali, no presente, e me emocionei pelo que estava vivendo naquele momento. Foi tudo lindo.



E é por esse dia (e mais alguns outros) que o blog ficou meio paradão. Vocês me desculpam? <3


P.S. As fotos incríveis que ilustram esse post (exceto a minha com o Vincent, claro) foram feitas pela talentosíssima Alessandra Tolc


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